Pais congelam filha na esperança de fazê-la renascer

Pais congelam filha na esperança de fazê-la renascer

De acordo com informações do site BBC, Matheryn Naovaratpong, que tinha 2 anos quando de sua morte, tornou-se a pessoa mais jovem a ser congelada por criogenia. Os pais da menina optaram pela técnica, que preserva o cérebro de Matheryn pouco após sua morte, com o objetivo de um dia poder trazer a filha de volta à vida.

Matheryn faleceu em janeiro de 2015, após uma dura batalha com um tipo raro de câncer de cérebro, pouco antes de seu terceiro aniversário. Seus pais, engenheiros biomédicos, já cogitavam o congelamento antes do falecimento. “Assim que ela ficou doente, surgiu imediatamente a ideia de que deveríamos fazer isso por ela, por mais que seja impossível hoje”, disse o pai, Sahatorn, à BBC. “Fiquei realmente dividido quanto a esta ideia, mas precisava me agarrar a ela. Então, expliquei tudo para minha família.”

Criogenia

O método preserva o corpo, ou uma parte dele (o cérebro, no caso de Matheryn), para que, no futuro, avanços da ciência permitam que novo corpo seja criado e que ela seja trazida de volta à vida. “Como cientistas, temos 100% de confiança de que isso acontecerá – só não sabemos quando”, contou Sahatorn. “No passado, poderíamos pensar que levaria 400 ou 500 anos, mas, agora, podemos imaginar que será possível em 30 anos”.

Ainda de acordo com reportagem da BBC, a família escolheu a Alcor, uma ONG norte-americana que realiza esse tipo de serviço para preservar a filha. No momento em que a morte foi declarada, a equipe início à crioproteção, processo que substitui os fluidos corporais por um líquido anticongelante, que impede o comprometimento dos tecidos corporais. Após sua chegada à Alcor, o cérebro foi removido e preservado a uma temperatura de -196ºC. Ela é a 134ª paciente da Alcor e de longe a mais nova.

Pais congelam filha na esperança de fazê-la renascer

Volta à vida

“Ainda a amamos. Lutamos para ser fortes, mas, quando ela morreu, não nos comportamos diferente do que outras famílias. Choramos todos os dias. Ainda precisamos de um tempo para nos acostumar”, diz o pai de Matheryn.

Para ele, os pensamentos e personalidade de sua filha serão preservados com seu cérebro e podem ser, em algum estágio futuro, o suficiente para que ela volte à vida. Ele e sua mulher também planejam ter seus corpos preservados com criogenia, apesar de ele reconhecer que há poucas chances de que eles se encontrem com sua filha em suas novas vidas.

Para o repórter da BBC, Jonathan Head, Sahatorn e Nareerat, pai e mãe da pequena Matheryn, “obviamente estão sofrendo, enquanto ao mesmo tempo se apegam à esperança de um futuro que a maioria de nós sequer consegue imaginar, no qual Einz viverá novamente”.

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