Pais denunciam cenas de abuso em canal infantil

Pais denunciam cenas de abuso em canal infantil

Durante o que seria um normal episódio da série infantil Shin Chan, três adultos surgem a tocar inapropriadamente no corpo do menino.

Para muitas famílias portuguesas, é o canal que mais distrai os pequeninos, habituados, desde cedo, a vibrar com as suas músicas e desenhos animados. Considerado o ‘irmão mais velho’ do Panda, o canal Biggs disponibiliza uma programação igualmente infantil, mas mais direcionada para crianças a partir dos 8 anos. Esta é, pelo menos, a versão apresentada pela própria estação televisiva.

Qual não é o espanto de diversos pais quando se depararam com um episódio muito pouco apropriado da conhecida série de desenhos animados “Shin Chan”. É certo que Shin, a figura principal das aventuras, é um menino travesso que, quando está zangado com alguma coisa, adora mostrar o rabinho às pessoas, tal como é possível ver no vídeo abaixo. O momento chocante ocorre instantes depois, com três mulheres a tocarem inapropriadamente numa parte do corpo da criança.

As imagens não tardaram a ser partilhadas, despertando inúmeras críticas. “Não sou muito deste género de posts, mas, desta vez, tinha mesmo de o fazer. Não sei se em jeito de alerta para todos os pais ou se em jeito de ‘bora lá fazer barulho e acabar com um programa como este a passar num canal infantil’ (ou que acha que não é infantil porque se diz Biggs, mas que é Panda, é português e quem o vê são crianças a partir dos 6 anos”, defendeu uma blogger.

“Felizmente não tenho esse canal em casa, mas já desde o jardim de infância que os meus filhos trazem da escola cenas de episódios que um ou outro amigo lhes contou. Todos eles inadequados”, defendeu. Para esta mãe portuguesa, não é admissível que as crianças, educadas “para que saibam proteger o seu corpo”, sejam expostas a estas cenas com conteúdos altamente reprováveis.

“Isto passa num canal infantil. Isto passa sem muitos pais saberem sequer o que os filhos estão a ver. Isto passa num canal infantil que censurou, numa noutra série, um beijo” entre pessoas do mesmo género, “porque, pelos vistos, isso sim é um choque”. “Devemos ficar quietos e simplesmente proibir os nossos filhos de verem estes bonecos? Devemos ficar tranquilos de saber que  os nossos não estão expostos a tal coisa? Então e os outros?”, questionou. “Deve um canal como este (…) ficar impune?”, acrescentou, apelando à reflexão e ao debate.

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